Movimentos

A notepad and a pen remain my favourite work tools. Blank pages and plenty of ink cartridges for the fountain pen.

Top notch! RT @allinthemind “The internet is still an elite medium” http://bit.ly/136wBa

RT @briansolis Rumors of the Death of Blogs are Greatly Exaggerated http://bit.ly/3W8qzy

This week’s Thinking Allowed podcast takes a look at white collar crime: http://bit.ly/pjKBI

RT @Cibereconomy Does Technology Reduce Social Isolation? http://bit.ly/1rgmb0 #Tech #Web

RT @edge “The Age of the Informavore” on BoingBoing by David Pescovitz http://bit.ly/2yxgLm

Yesterday everyone was sick and sour. Today, I’m not feeling quite myself. Is the flu avoidable?

The Most Toxic Cities In America: Atlanta Tops The List - http://bit.ly/pSQQ3 Huffpost

RT @vsodera In social media, brands becoming more like ppl & ppl becoming more like brands.

RIP: Lévi-Strauss dead at 100 ( http://bit.ly/31vK8I ). Will he be read after 100? It’s well worth it

Plant Number 31655 (via MGdeABQ)

Plant Number 31655 (via MGdeABQ)

Minima Moralia 101 - Reflexão sobre plantas de estufa

No “aforismo” 101 de Minima Moralia, Theodor Adorno põe em questão a possibilidade de alguém cuja consciência se desenvolve muito cedo (early developer) poder ser feliz. Todos os planos, todas os horizontes de sentido que alguém pode dar à sua própria vida vivem, na precocidade, da falta de limites percebidos. Alguém que vive no presente o futuro dos outros está condenado a encontrar, no seu próprio futuro, uma imagem decaída das suas expectativas. Inversamente, o indivíduo que cresce sem atalhos encontra em cada fase do seu desenvolvimento a surpresa de desafios atempados - não precisa de correr em busca de um futuro.

Crescer “normalmente” seria, então, não viver em antecipação de uma legitimidade externa qualquer - seja da idade, seja de uma nova condição social ou profissional -, com confiança em si próprio e sem os riscos trágicos de prestar mais atenção ao que (ainda) não se pode alcançar do que àquilo que há a fazer agora. Como Adorno aponta, o narcisismo do early devolper deixa-o fragilizado na altura em que tem de se confrontar com os seus limites - com a chegada à idade adulta - e, por isso, fá-lo regredir para uma imaturidade marcada pela revolta contra a distância do presente em relação à sua concepção precoce do Eu.

O desequilíbrio entre a excepção da sua condição no início da vida auto-reflexiva e a banalidade da sua condição presente é, para Adorno, um reequilíbrio, ou seja, uma compensação psicossocial que torna os campos hierárquicos novamente suportáveis para os que não se distinguiam antes da idade adulta. Uma espécie de “justiça divina”, retribuição pela assimetria (desigualdade) dos talentos, asseguraria que ninguém está isento de mecanismos de sentido inverso à sua motivação pós-adolescente. Ou seja, para os slackers, a urgência de se organizarem pragmaticamente, no mesmo espírito do carpe diem típico da sua adolescência. Para os early developers, a hora da recompensa que as fantasias prometiam, mas a que a realidade não corresponde.

Talvez Adorno estivesse a ver isto mal. Não se trata de um mecanismo inexorável e impalpável. Simplesmente, passa a haver um campo de concorrência alargado, em que o pragmatismo e a adaptabilidade se sobrepõem a qualquer tipo de intelectualidade protegida - por muito competente que seja.

Finally the truth :) RT @tweetmeme The iPhone is the worst phone in the world - Crave at CNET UK http://bit.ly/7mlRn

RT @newscientist Ecuador: Give us $7bn or we cut down a rainforest to drill to oil http://bit.ly/2LeNRh

artur_alves The difference between elections and actual governing: you cannot afford utopia: http://bit.ly/zkwTZ